sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Soltoistoassimeprontovoilàc'esttout

Teño unhas ganas poderosas de comezar a escribir e encher fólios e fólios con algúns asuntos que me morden nos cabos de interconexión dos neurônios... mas, pluf, pluf, todo fica bloqueado, non aparece claramente unha estrutura na que ir colocando estas cousiñas. Ìa o asunto dende o relato do cafeciño pracenteiro que tomei unha tarde desta semana na cidade, cun amigo, até à asfixiante presión que a extrema dereita espanhola esta-me a fazer nas glándulas máis sensíveis, pasando polo sindicalismo que por desgraça exerce unha atracción gravitatória selectiva que afecta maiormente aos preguiceiros, aos enemigos declarados do trabalho. Tamén están corroendo as auto-estradas da comunicação do meu cerebro temas do máis diverso, a pouca eficiência das axudas internacionais para as catástrofes naturais ou, máis a miudo, provocadas, o proceso ao xuiz Garzón por querer investigar os crimes da ditadura espanhola (uiuiui! já vão dois espanhois no mesmo texto!), a pouca fe que teêm os políticos galegos na nossa cultura, a soluição é suicidar-se como país, passar a falar o castelhano e o inglês, e a tocar as gaitas escocesas --- hala, esquece toda esta paifocada da Galiza.



Ben, tamén quixera falar marabilhas da triloxía sueca de moda, por suposto que caín preso dos seus charmes até bem entrada a noite, alguma lagriminha também teve de ocultar, discretamente camuflada cum bocejo, ou cum amago de resfriado sobretudo cando ía lendo no barco, “não é bom que o homem chore em público” que dizem as sagradas escrituras da masculinidade. Si, o Larsson fiou tudo bem fiado, pondo muitas celadas aos corazoncinhos delicados tel que le mien! Ben, como sei que abusei estou agora lendo aos bocadinhos, podería dizer siroter, ao Kant, questao de exercitar o cerebro como tratamento preventivo contra as enfermidades da memória.


Tenho uma vontade poderosa de começar a escrever e encher fólios e fólios... mas não é de boa educação ocupar em excesso o tempo dos leitores, a rede é tão – tão vasta que já não roubo mais espaço-tempo. Bi-quinhos. Bei-jinhos.


Nota: se seguem em aumento os leitores brasileiros e portugueses vou ter que mudar de grafía e apostar firmemente pelos nh, lh, etc