
houve ódio
colgando dos marcos
coma a ponta dun arame
oxidado
a me cortar a retina
mas o ódio, ele
já morreu
houve a fragância destas flores
que a minha mãe
me fez amar
o seu arôma guarda
os amores da adolescência
o júbilo das fins de curso
e o sol da primavera
sempre comigo
3 comentários:
Que linda fotografia!! Há muito tempo que não via cravinas tão formosas! A fotografia é da tua autoria?
Se é tenho de te dar os meus parabéns.
Sim, fui eu quem a tirou. Por certo, são cravinas do jardim da minha mãe.
É que me fizeram lembrar as cravinas da minha avó Luzia... saudades... dela e das suas flores...
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